terça-feira, 14 de maio de 2013

E AGORA, POETA?

E AGORA, POETA?
Raykorthizo Perez.






E agora, poeta?
Sem nome
Sem sobrenome
Com marca
Sem marca
Que marca
Os sonhos
Dos loucos
Os poucos
Das mãos
Das minhas mãos 
As mãos
Mãos vazias
Vazias
Do poeta
Da felicidade
A felicidade
Felicidade
Que não é do poeta
A infelicidade
Infelicidade
Da fidelidade
A infidelidade
A felicidade
Da idade
Da cidade
Das vitrines no olhos
A ceia dos porcos
Dos porcos
Os porcos
Porcos
E agora, poeta?
Onde estão os teus sonhos
Os sonhos
Dos sonhos
O cansaço
A fadiga
De figuradas buscas
Das buscas
Buscas
Da abençoada face
Do martírio do enlace
Lace
Enlace
O amor em caos de sonhos
Do amor
Caos de sonhos
Caos
Sonhos
E agora, poeta?
Os dentes
Os olhos
Os óculos
A barba por fazer
No sorriso triste
Triste
Na triste face
De vida
A vida
Numa fotografia amarelada pelo tempo
A vida dura dos dentes
Tridentes
Intransigentes
Os Tiradentes
Entre os dentes
Os dentes
Dentes
E agora, poeta?
A tritura nos lábios
Nos lábios
Os lábios
Sábios
O teu olhar de sempre
Sempre o teu olhar
O teu olhar 
O olhar
Sem olhar
Com olhar
O silêncio
No silêncio
A madrugada
Da madrugada
E agora, poeta?
Percorrendo escadas
Da vida cansada
Vida cansada
Cansada
A vida
Vida
Nas escadas cansadas
Nas esquinas
Esquinas
Ruas
Avenidas
Praia
Um banco na praia
Solidão
Na calada da noite
Da noite calada
Noite
Bordéus
Cinemas
Boates
Clubes
Deus
Deus?
Deus...
E agora, poeta?
Não se perturbe
Perturbe
Não se inspire
Se inspire
Inspire
A rima
Que rema
Que ruma
Pra Roma
Não se ame
Se ame
Ame
Se der apaixone
Se apaixone
Apaixone
A poesia nossa de cada dia
Dia após dia
Todos os dias
De cada dia
A nossa poesia
Dia após dia
A poesia nossa de cada dia
Não é uma flor nascida
Não é uma flor plantada
É uma flor brotada
Do meio
No meio
Do asfalto surgida
toda ensanguentada
E agora, poeta?
Sem tremer nos passos
Os passos
Os passos lentos
Medidos
Temer
Não temer nos trilhos
Tremer
Nos passos que se alongam
Alongam os passos
Dos compassos
Nos compassos
Se tem rima 
Não tem solução
Pouco importa
Nada importa
Tereza está morta
Gira o mundo
Se vira raimundo
Na multidão abalada
Da abalada multidão
perdido no quintal da vida
no aço da poesia
do verso de ferro
Das frutas
A melhor fruta
A fruta do amor
Amor
Do amor de mãe
Mãe é amor
O poeta abalado
Abalado o poeta
O poeta...
E agora, Drumonnd?















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